Nas noites de quarta, tenho compromisso certo com um grupo de pessoas que se reúnem para participar de um curso, ministrado pelo Pe. Zezinho (não é o famoso! rsss), cujo tema é Escola Teológica.
Atualmente, estamos estudando a parte da Psicanálise. Não, não estamos estudando para sermos psicanalistas. A psicanálise, assim como a filosofia (visto anteriormente) e outros assuntos que estarão sendo abordados durante o curso, tem por objetivo principal ampliar nossos saberes para quando formos entrar na parte teológica, propriamente dita.
E ontem, algo me chamou muito a atenção. Quando nos explicava sobre o Complexo de Édipo (muito comum entre as crianças de 3 a 5 anos de idade), o padre fez os seguintes desenhos no quadro:

O que querem dizer esses triângulos? Os meninos tendem a se espelhar na figura paterna, apaixonando-se pela figura materna. Tal paixão pela figura materna estaria presente, inclusive, nas futuras esposas desses filhos, através da semelhança de traços físicos ou psicológicos, entre mãe e esposa.
Já as meninas, cujo complexo recebe o nome de Complexo de Electra, tendem a se espelhar na figura materna, apaixonando-se pela figura paterna. De uma maneira ou de outra, procurará, no futuro, escolher um companheiro que lembrará física ou psicologicamente seu pai.
Em seguida, o padre colocou as seguintes figuras:

Já dá para se ter uma ideia do significado de tais figuras, não? Teria Freud uma maneira, uma teoria, para explicar o que acontece nas crianças que viriam a se tornar homossexuais.
O menino homossexual, se espelha na figura materna, apaixonando-se pela figura paterna. Enquanto que a menina homossexual se espelha na figura paterna, apaixonando-se pela figura materna.
De certa forma, teria o padre explicado: "As pessoas não nascem homossexuais, mas torna-se, tendo já uma predisposição a homossexualidade. O meio, o ambiente de transformação do ser, é que vai definir se tal predisposição será aflorada." Bem, as palavras não foram exatamente essas. As destaquei por meio das aspas por assim entender o que nos foi explicado. O fato é que adorei a aula de hoje, justamente por abordar de forma explicativa, sem qualquer insinuação preconceituosa ou agressiva (no sentido de condenar como tanto vemos por aí), a homossexualidade.
Em seguida ele completou seu pensamento colocando de forma pessoal sua posição com relação a adoção de crianças por casais homossexuais. Sob o aspecto econômico, no sentido de dar as crianças abandonadas um lar, amor e carinho, não há dúvidas que é muitíssimo importante. Mas, se as crianças "precisam" da figura materna e da paterna, no sentido do desenvolvimento psicológico/sexual, o que acontecerá com as crianças expostas a apenas um tipo de figura (dois pais ou duas mães)? Por esse motivo, enquanto não provarem que não serão afetadas psicologicamente, ele não é favorário a adoção quando o casal é homossexual.
Bem, para responder ao questionamento do pe. Zezinho, teria de fazer estudos minuciosos no campo comportamental e não sou nenhuma pesquisadora psicanalista. Em minha ignorância, pode-se assim dizer, afirmo que toda criança tem o direito a um lar, ao amor, a garantia de seus direitos com saúde, educação e lazer. Se não há casais héteros dispostos a adotar esta ou aquela criança seja por qual for o motivo, e em contra partida, há um casal de homossexuais dispostos a dar todo o amor que uma criança tem direito, porque não?
É... não vejo a hora de chegar logo a próxima quarta-feira. Na próxima aula o tema abordado serão as psicopatologias. Um assunto que considero muito interessante.